Estudo reúne informações sobre resgates de peixes-boi na Amazônia

Publicado em: 20 de novembro de 2013

O Instituto Mamirauá, por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-Jr), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolveu o projeto de pesquisa sobre resgates de peixes-boi amazônicos órfãos. O levantamento de informações foi realizado por Jasmin de Souza Ortiz, que estuda no Centro Educacional Governador Gilberto Mestrinho, em Tefé (AM).

Segundo a estudante do ensino médio, filhotes se perdem das mães quando estas são caçadas. Outro problema é o emalhe em redes de pesca, pois os animais vivem em áreas de intensa atividade pesqueira. Ao todo, foram encontradas informações sobre 96 resgates de peixes-boi: 43% dos animais eram fêmeas, 18% eram machos e em 39% dos casos não foi possível identificar o gênero do animal.

Em relação ao comprimento, 18 animais resgatados tinham menos de 1 metro, cinco animais, até 1 metro, e 12 animais pouco mais de 1 metro de comprimento. Quanto ao peso, a maioria dos animais resgatados apresentou entre 10 e 20 quilos, caracterizando-os como filhotes dependentes.

Segundo Jasmin, desde 1995 são realizados resgates como uma tentativa de contribuir para a conservação da espécie. “Dos 96 animais resgatados, 36 foram encaminhados para o Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA) e 15 para o Centro de Reabilitação de Peixes-boi Amazônico de Base Comunitária do Instituto Mamirauá, na Reserva Amanã. Os demais animais foram encaminhados, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama),para diferentes centros conservacionistas”, disse Jasmin.

Para a pesquisadora Miriam Marmontel, orientadora do projeto, o trabalho é voltado para o levantamento histórico sobre resgates de peixes-boi amazônicos órfãos. “A importância da pesquisa é justamente identificar quais as principais causas das ocorrências de filhotes que acabam em cativeiro, como esse problema se desenvolveu ao longo do tempo, para que se possam planejar medidas mitigatórias a este problema de conservação”, afirmou Miriam.

O estudo foi possível a partir da pesquisa de informações disponíveis no Instituto Mamirauá, onde se encontram 44 documentos sobre o tema. As demais informações foram obtidas em blogs, jornais e sites.

Texto: Francisco Rosa

 

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