Estudo compara metodologias de captura para jabutis-amarelos

Publicado em: 10 de julho de 2014

Classificado como vulnerável à extinção pela IUCN (International Union for Conservation of Nature), o maior desafio para estudos com jabutis é a ausência de metodologias de detecção e captura desse animal. Dentro desta realidade, pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Ecologia de Vertebrados Terrestres do Instituto Mamirauá realizaram estudo para comparar metodologias para captura de jabutis e estimar a seleção de ambientes pela espécie. 
 
Durante a seca de 2013, jabutis foram capturados na Reserva Amanã, por meio de busca ativa e armadilhas de queda providas de isca. “Comparamos os métodos quanto à taxa de captura por esforço dos métodos e do pesquisador. Estimamos também a ocupação por jabutis por capturas e vestígios em várzea e terra firme e nas altimetrias pelo software Presence. Nesse período capturamos 16 jabutis, oito em cada ambiente. Destes, sete foram capturados por busca ativa, sete por armadilha e dois durante o deslocamento”, disse a pesquisadora Thaís Morcatty. 
 
De acordo com os pesquisadores, sendo um animal muito caçado para consumo e de crescimento lento, a seleção do melhor método de estudo favorece a implantação de monitoramentos que possam aferir a sustentabilidade do seu uso na região. “A armadilha se mostra mais vantajosa, uma vez que propicia mais capturas com menor esforço do pesquisador, permite coletar em mais localidades por demandar menor tempo para amostragem e apresenta menor investimento financeiro para cada jabuti capturado”, afirmou Thaís. 
 
Os ambientes amostrados (terra firme e várzea) não diferem quanto à probabilidade de ocupação, indicando que os jabutis habitam áreas que se alagam completamente, o que é incomum para os demais animais terrestres. Já a altimetria deve ser considerada no planejamento de estudos ecológicos e monitoramentos, pois esse fator se mostra influente na ocupação, corroborando com o conhecimento tradicional. Foi verificado a prevalência de jabutis em áreas baixas durante o período da seca. Tal comportamento é uma importante descoberta e pode estar associado à presença de água nesses ambientes, que contribui para evitar dessecação e para a termorregulação do animal.
 

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