Estudantes participam de oficina do Prêmio Jovem Conservacionista no Instituto Mamirauá

Publicado em: 29 de junho de 2016

Alunos de escolas públicas de Tefé participaram, no último fim de semana, da oficina do Prêmio Jovem Conservacionista. O prêmio é uma iniciativa a Escola da Amazônia, em parceria com o Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Durante os dois dias de oficina, os cerca de 20 jovens conheceram as pesquisas realizadas no Instituto Mamirauá com foco na conservação da onça-pintada e também sobre as ações realizadas pela Escola da Amazônia, além de aprenderem sobre comunicação para a conservação e algumas técnicas de produção de vídeo. As equipes produzirão um vídeo de até cinco minutos sobre a conservação da onça-pintada.

De acordo com os organizadores, a proposta do projeto é envolver os jovens em ações de comunicação, visando difundir a conservação da biodiversidade brasileira. "Este ano, o prêmio é uma viagem para São Paulo, onde os alunos premiados atuarão como embaixadores da Amazônia e do seu animal mais emblemático: a onça pintada, num diálogo sobre conservação com alunos Paulistas.  De volta para Tefé, tanto os alunos quanto o professor continuarão atuando como multiplicadores, compartilhando as experiências adquiridas e disseminando a mensagem de conservação”, disse Wezddy Del Toro, pesquisadora do Instituto Mamirauá.

Edson Grandisoli, um dos coordenadores da Escola da Amazônia, disse que a Escola foi criada com o objetivo de conscientizar jovens dos grandes centros urbanos sobre a importância da Amazônia. “Nesses últimos anos, conseguimos levar jovens dos grandes centros para conhecerem a Amazônia. Com o Prêmio Jovem Conservacionista conseguimos o contrário, levar jovens que moram na Amazônia para conhecerem outras cidades. Os jovens vão como embaixadores da Amazônia, contar da experiência como moradores dessa região para outros jovens brasileiros”, disse Edson durante a oficina.

Os participantes terão até o início de agosto para o desenvolvimento do vídeo. O material será avaliado pela equipe organizadora do Prêmio e a dupla que produzir o melhor vídeo será premiada com uma visita ao Parque Estadual Carlos Botelho, no município de São Miguel Arcanjo (SP) e na capital paulista para apresentar seu trabalho. A viagem acontecerá no segundo semestre de 2016.

Bryan de Alencar, de 16 anos, já está ansioso para a produção do vídeo. Fã dos programas sobre natureza na televisão, o aluno do 2º ano do Ensino Médio disse que já reuniu algumas ideias para o seu trabalho. “Eu e meu colega vamos fazer um vídeo com a ideia de ganhar esse concurso.  Veio como um desafio para mim. É muito legal o tema: o felino mais conhecido do mundo, a onça da Amazônia, é um assunto bom.  É um predador que não faz mal à sociedade e que a extinção dele pode afetar o ecossistema, desequilibrar a natureza, por isso a importância da conservação”, comentou o jovem.

O professor Afrânio Pereira de Oliveira, da Escola Estadual Nazira Litaiff, está participando do prêmio como orientador. “O que chamou atenção é a criatividade, a inovação, é uma coisa inédita. Os alunos já tiveram muitas ideias e vamos trazer a mensagem da conservação. Vai ser interessante, porque aqueles alunos que ainda não tiveram contato com essa realidade da floresta vão poder ter essa percepção. Uma realidade que está tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Isso vai despertar neles um sentimento de busca pelo conhecimento do assunto, e a ideia de sustentabilidade. Eles serão porta voz dessa mensagem para outros jovens”, disse Afrânio. 

Texto: Amanda Lelis

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