Estudantes do Centro Vocacional Tecnológico conhecem o manejo florestal não-madereiro

Publicado em: 10 de novembro de 2017

Estudantes do Centro Vocacional Tecnológico conhecem o manejo florestal não-madeiro

As aulas ministradas pelo Programa de Manejo Florestal Comunitário e Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal incluíram visita à empresa local

O manejo florestal não-madeireiro foi o tema abordado nas últimas aulas dos estudantes do Centro Vocacional Tecnológico (CVT). As aulas foram ministradas pelos integrantes do Programa de Manejo Florestal Comunitário e do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O objetivo foi orientar os alunos sobre os aspectos relevantes para o manejo desses recursos, visando a sustentabilidade ambiental e econômica de suas comunidades.

As aulas se dividiram em quatro momentos. Na aula inicial, os 22 alunos do CVT conheceram o conceito, a importância e a fase de pré-coleta do manejo florestal não-madereiro. Em seguida, aprenderam as especificidades da coleta e pós-coleta desse tipo de manejo, visitaram uma empresa local e, por fim, discutiram a comercialização e políticas públicas.

 Para consolidar os conceitos vistos em sala, os alunos visitaram uma empresa localizada em Tefé que comercializa farinha e castanhas do Brasil (Bertholletia excelsa). “A visita proporcionou que os alunos tivessem contato com o funcionamento de uma empresa que processa um produto florestal não-madeireiro, levantando questões sobre a origem da matéria-prima, as etapas de beneficiamento envolvidas e a comercialização do produto final”, afirmou a pesquisadora Priscila Garcia Geroto, do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá.  

Para a pesquisadora, que promoveu uma discussão sobre a comercialização do produto florestal não-madeiro e políticas públicas, o fato da visita ser à uma empresa local permitiu que o contexto fosse aproximado para realidade dos estudantes. “Isso despertou a identificação de possibilidades, como compartilhamento das informações obtidas e a venda da castanha produzida nas comunidades representadas pelos alunos”, disse Priscila.

Para a aluna do CVT, Ednelza Martins, a visita à empresa local foi um momento de muito aprendizado. Ela ressalta a importância da empresa como gerador de emprego e renda na região. “Foi muito bom ver de perto o funcionamento da empresa e conhecer parte do processo que levará à comercialização da castanha. Há toda uma cadeia pelo qual passa o produto até chegar à fase final, beneficiando desde o coletor na comunidade até a pessoa que irá de fato comercializar a castanha”.

O Centro Vocacional Tecnológico

Com duração de dois anos e financiamento da Fundação Gordon and Betty Moore, o curso tem o objetivo de capacitar lideranças comunitárias, visando a sustentabilidade ambiental e econômica das comunidades. Os módulos do curso são organizados mensalmente e quem ministra as aulas são os técnicos e pesquisadores do Instituto Mamirauá.

Texto: Laís Maia

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