Especialistas se reúnem no Equador para definir estratégias de conservação para a onça-pintada na Amazônia

Publicado em: 23 de maio de 2014

O pesquisador do Instituto Mamirauá, Emiliano Ramalho, participou do Workshop Internacional para Planejar a Conservação da Onça-pintada na Amazônia, realizado na última semana, em Quito (Equador). O evento, promovido pelas organizações não governamentais Wildlife Conservation Society (WCS), World Wide Fund for Nature (WWF) e Panthera, contou com a presença de especialistas do Equador, Estados Unidos, Colômbia, Peru, Bolívia, Brasil, Venezuela e Guiana.
 
 O workshop inicia o processo de discussão para criar uma estratégia conjunta visando a conservação da onça na Amazônia. “O evento foi extremamente importante para aproximar as principais instituições internacionais que desenvolvem pesquisa e ações de conservação com a onça-pintada. Foi também fundamental para ressaltar a importância da Amazônia brasileira para a sobrevivência da espécie”, expôs Emiliano, pesquisador responsável pelo Projeto Iauaretê, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, que estuda a ecologia da onça-pintada nas florestas inundáveis da várzea amazônica. 
 
 Segundo Emiliano, a Amazônia é considerada a área mais importante do mundo para a sobrevivência deste grande felino porque tem uma grande extensão de habitats naturais protegidos, contem a maior a maior população de onças-pintadas do mundo e conecta outros importantes biomas para a conservação da espécie. “Apesar de ainda estar relativamente bem preservada vemos que as queimadas, o desmatamento, e as grandes obras de infraestrutura podem mudar este cenário em muito pouco tempo. Ações para a conservação desse incrível felino, símbolo do nosso país, precisam ser tomadas agora e este encontro foi um passo importante nesta direção”, afirmou o pesquisador. 
 
A onça-pintada é o maior felino das Américas e o terceiro maior do planeta. No Brasil, o animal é classificado como vulnerável a extinção em virtude do declínio contínuo de suas populações no último século e do estado crítico da espécie na maioria dos biomas brasileiros. As principais ameaças a estes grandes felinos são a perda de habitat, a caça por retaliação e a redução das populações de presas.
 
Para saber mais sobre a reunião, clique aqui.
 

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