Escolas e comunidade planejam atividades do projeto Cantinho da Ciência

Publicado em: 23 de março de 2016

O trabalho conjunto feito pelos professores, alunos, manejadores e demais comunitários das Reservas Amanã e Mamirauá está ajudando na manutenção e continuidade do projeto Cantinho da Ciência. A equipe vem driblando os efeitos da grande cheia de 2015 para manter as atividades e garantir bons resultados.

No mês de fevereiro, a equipe de Educação Ambiental do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, esteve nas comunidades contempladas pelo projeto para fazer, junto com os comunitários, o monitoramento das atividades com os viveiros educativos e também o planejamento das atividades de 2016.

Ao todo, cerca de dez comunidades foram visitadas para monitorar os projetos em andamento e acertar a retomada ou o início dos trabalhos. Durante a visita, foram monitorados os projetos de quatro comunidades. “O legal é que o viveiro seja monitorado pra gente ver a sobrevivência das espécies, o crescimento delas. E, após a cheia, quantas vão aguentar. A ideia do viveiro e de plantar as mudas é para o aprendizado, para eles entenderem o processo, pra eles verem como é, quando eles quiserem plantar, poderem escolher quais espécies priorizar”, disse a educadora ambiental do Instituto, Claudia Santos.

Claudia relatou uma experiência bem-sucedida de uma das comunidades, que encontrou uma alternativa após a longa enchente que atingiu a comunidade no fim do ano passado, e conseguiu mobilizar os moradores para o plantio das mudas.  “Eles se integraram, e conseguiram envolver junto com os comunitários, os alunos, e as escolas. E eles conseguiram mudas já germinadas de cedro, que é uma espécie muito interessante de ser plantada para eles”, completou Claudia. Durante a visita da equipe, já foi feito o plantio das mudas.

No monitoramento, as mudas plantadas foram georreferenciadas, para facilitar o acompanhamento a longo prazo. “A ideia não é produzir uma quantidade enorme de mudas, mas ter uma diversidade de mudas, sementes e espécies para gerar mais conhecimento sobre todo esse processo”, disse a educadora ambiental.

Outro viveiro monitorado foi na comunidade Sítio Fortaleza, que fez o primeiro plantio do projeto Cantinho da Ciência em novembro de 2015. De acordo com a equipe, no período, foram plantadas 144 mudas.

Essa ação conta com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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