Encontro debate práticas de manejo florestal na Reserva Mamirauá

Publicado em: 25 de fevereiro de 2014

Entre os dias 20 e 22 de fevereiro, ocorreu o 13º Encontro de Manejadores da Reserva Mamirauá em Alvarães (AM). O evento objetivou expor as ações de exploração de madeira em 2013 e comentar as mudanças em regras de manejo. Pesquisadores, técnicos e comunitários que atuam na área se reuniram para debater sobre o assunto. A reunião foi organizada pela Associação dos Moradores e Usuários da Reserva Mamirauá Antônio Martins (Amurmam) e teve o apoio técnico do Instituto Mamirauá.
 
O encontro contou com membros de quinze comunidades, doze que já praticam o manejo madeireiro e três que têm interesse em iniciar. Segundo a coordenadora do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá, Elenice Assis, o evento foi um “espaço que os manejadores da reserva Mamirauá encontraram para discutir os problemas comuns e buscar soluções coletivas. Também, foi o momento de repasse de todas as mudanças em legislação e regras de atuação”, disse.
 
Dividido em três dias, o encontro trouxe, no primeiro dia, uma exposição das ações de manejo madeireiro em 2013 e apontou as comunidades que estão legalmente aptas a explorar a floresta neste ano. O segundo dia foi marcado por debates sobre novas ações que o Instituto Mamirauá implantará nas comunidades. Essas atividades fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o uso adequado da biodiversidade e a redução das emissões de carbono nas florestas da Amazônia Central”, que tem patrocínio do Fundo Amazônia. O terceiro dia avaliou ações e fechou o calendário de atuações para 2014.
 
O encontro foi considerado bem sucedido pela coordenadora. Ela exaltou a presença maciça das comunidades e as discussões e soluções tiradas no evento. “A gente espera que os encontros sirvam para unir os manejadores, para que a gente possa discutir e encontrar soluções conjuntas, repassar coisas novas e resolver dificuldades coletivas”, explicou. 
 
Para o manejador da comunidade Vista Alegre, Samuel Feitosa, o encontro foi “muito produtivo” com “boas orientações que visam à melhoria do trabalho do comunitário”. Ele, que trabalha com manejo desde 2003, apoia a exploração madeireira de maneira consciente. “Tivemos momentos difíceis. Ficamos mais de cinco anos sem produzir madeira. Hoje, a gente tem uma nova visão do trabalho de manejo. A gente consertou os erros e, agora, estamos colhendo os frutos do manejo”, finalizou.
 
O evento teve a presença do Ceuc, Ipaam, Fas, Idam, Secretaria do Meio Ambiente de Alvarães e Secretaria do Meio Ambiente de Uarini.
 
Texto: Paulo Henrique Araujo

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