Encontro avalia o manejo florestal comunitário

Publicado em: 21 de fevereiro de 2015

A Câmara de Vereadores do município de Uarini, no interior do Amazonas, cedeu seu espaço para uma atividade diferente. De 19 a 21 de fevereiro ocorre no local o XIV Encontro de Manejadores Florestais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

O Objetivo do encontro é avaliar e planejar as ações de manejo florestal. “Toda atividade de manejo é uma atividade de risco. Estamos reunidos aqui para buscarmos e discutirmos as melhores formas de realizar essas atividades. Os manejadores devem aproveitar este momento para tomarem decisões e darem encaminhamento para questões importantes”, afirma Elenice Assis, coordenadora do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá.

O evento é promovido pela Associação dos Moradores e Usuários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – Antônio Martins (Amurmam), com apoio do Instituto Mamirauá, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e da Prefeitura Municipal de Uarini.  Uma das primeiras atividades da programação apresentou os resultados e as avaliações das atividades do ano anterior. Estas informações ajudam a construir novas estratégias. Jonias Martins, manejador da comunidade Nova Jerusalém, lembrou que “por muito tempo tivemos problemas para retirar o total de madeira, porque só explorávamos em restinga alta, aonde a água nem sempre chega com qualquer alagação. A gente já aprendeu com isso, e procuramos explorar em outras áreas. A gente foi aprendendo com nossas experiências e hoje somos manejadores mais preparados”. 

Outro tema tratado no encontro foi a reposição florestal. O plantio de mudas é exigido nas áreas onde o manejo é realizado. Ações de educação ambiental do Instituto Mamirauá vêm desenvolvendo o projeto ‘Cantinhos da Ciência’ nas comunidades que exploram madeira. Junto às escolas, um viveiro é construído para a germinação de mudas, que serão usadas na reposição florestal nas áreas das comunidades. O trabalho por meio destas mudas faz parte de um conjunto de atividades que buscam construir um processo de ensino e aprendizado mais interativo.

A comercialização da madeira é outro tema fundamental para o manejo florestal comunitário. Por isso, as formas de pagamento, os contratos celebrados e as relações com os compradores também foram discutidas. “Alguns resultados preliminares apontam que uma das saídas para a comercialização da madeira em tora seria a organização entre as comunidades. Existem possíveis compradores próximos a Manaus, o que implica em gastos maiores de transporte. Nesse caso, é interessante a venda de volumes maiores de madeira, por meio de ofertas organizadas em conjunto", aponta Leonardo Apel, pesquisador do Instituto Mamirauá.  No sábado, dia 21, a rodada de negócios encerra o evento.  É a oportunidade para compradores e manejadores iniciarem suas negociações para a próxima comercialização de madeira.

Algumas dessas ações fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” –BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

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