Em Maceió, Instituto Mamirauá realiza palestra sobre manejo florestal na Amazônia

Publicado em: 24 de julho de 2018

Membro do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá, Elenice Assis conversou com o público da 70ª Reunião Anual da SBPC, em Maceió, na segunda-feira (23/07)

Aproveitar os recursos naturais sem degradar as florestas é uma realidade que pode ser comprovada com o manejo florestal comunitário feito em várzeas da Amazônia. A atividade é assessorada há vinte anos pelo Instituto Mamirauá, que trouxe parte dessa experiência à 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Na tarde de segunda-feira (23/07), um bate-papo sobre o tema foi promovido no espaço “Diálogos do MCTIC”, na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, que sedia o evento nacional.

Diante de um público formado por jovens estudantes, Elenice Assis, membro do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá, falou sobre o histórico do manejo em florestas alagáveis da Amazônia, as várzeas, a partir da atuação do instituto.

Unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Instituto Mamirauá está no estado do Amazonas e na região do Médio Solimões concentra atualmente suas ações de assessoria a grupos de manejadores. O manejo florestal é feito por moradores locais que encontraram na extração sustentável da madeira uma fonte adicional de renda.

“Entre 2000 e 2017, mais de 400 manejadores foram capacitados pelo instituto. Na Reserva Mamirauá (unidade de conservação no Amazonas), temos acima de 72.000 hectares com manejo efetivo”, informa Elenice Assis. “A atividade já gerou cerca de R$ 1,5 milhão para os manejadores envolvidos”.

Elenice destacou as vantagens do manejo florestal realizado nas florestas alagáveis, como o menor impacto ambiental e o escoamento da madeira feito pelos rios da região na época de cheia, o que evita a abertura de pátios de armazenamento e de estradas, diminuindo o desmatamento.

As pesquisas realizadas pelo Instituto Mamirauá no campo de Ecologia Florestal apoiam as atividades de manejo e geram informações para aprimorá-la, de acordo com a palestrante. “Recentemente, um estudo constatou que o impacto do manejo é reduzido a ponto de criar clareiras (espaços abertos na mata após a retirada da madeira) sem grandes variabilidades no microclima local”.

Instituto Mamirauá na SBPC

O público pode conhecer mais dos projetos do Instituto Mamirauá na Amazônia visitando a 70ª Reunião Anual da SBPC, que acontece até sábado (28/07), no campus da UFAL em Maceió. No espaço “Biomas e Climas”, parte pavilhão expositivo ExpoT&C, o Instituto Mamirauá traz um panorama das pesquisas e ações de conservação da biodiversidade, manejo de recursos naturais e melhoria da qualidade vida de populações na Amazônia. A entrada é gratuita.

Texto: João Cunha

 

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