Em eventos nacionais, é apresentado projeto de educação ambiental do Instituto Mamirauá

Publicado em:  5 de maio de 2016

Reconhecer e valorizar os conhecimentos tradicionais e envolver toda a comunidade nas atividades educativas das escolas, de forma participativa e sustentável. Essas são algumas das práticas incentivadas pela equipe de Educação Ambiental do Instituto Mamirauá nas Reservas Amanã e Mamirauá. Neste mês, as experiências nas comunidades ribeirinhas dessas duas unidades de conservação foram apresentadas em eventos nacionais.

Claudia Santos, educadora ambiental do Instituto Mamirauá - unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação -, representou a instituição com a apresentação de trabalhos sobre a atuação na região.  Um dos eventos foi o IV Congresso Nacional de Educação Ambiental, organizado pela Universidade Federal da Paraíba e realizado em João Pessoa entre os dias 20 e 23 de abril. No mesmo mês, Claudia também participou, acompanhada de Eliane Neves, também educadora ambiental no Instituto, do I Fórum de Estudos Leituras de Paulo Freire da Região Norte, realizado na Universidade do Estado do Amazonas em Manaus, entre os dias 28 e 30 de abril.

Nos dois eventos, a educadora ambiental falou sobre o histórico de atuação do Instituto, a relação com os professores das comunidades ribeirinhas e as oficinas de formação realizadas pela instituição, com foco na educação para o campo. Claudia ressalta que a proposta de ensino-aprendizagem adotada busca incentivar a conservação e manejo participativo de recursos naturais.

Claudia avalia que encontros como esses são importantes cenários para troca de experiências e difusão de conhecimentos sobre educação ambiental. “O tema de valorização do conhecimento tradicional despertou um grande interesse nos professores e demais participantes do congresso. Consideramos importante compartilhar o conhecimento adquirido em nossas vivências. E também conhecemos outras experiências praticadas em diferentes regiões do país, inclusive em um contexto rural”, destacou.

O encontro em Manaus reuniu educadores e movimentos sociais de diferentes municípios da região Norte. “No evento, encontramos realidades muito semelhantes à nossa, por conta do caráter regional do Fórum. A partir deste encontro, foi elaborada uma carta, relatando as precariedades das escolas rurais do Médio Solimões”, disse Claudia.

O Instituto Mamirauá atua desde o início da década de 1990 com os professores das comunidades das Reservas Amanã e Mamirauá, apoiando as atividades de educação ambiental. Claudia enfatiza a importância de se trabalhar considerando a realidade e o desafio das escolas dessas comunidades, em que a maior parte das turmas são multisseriadas.

“Atuando em unidades de conservação, gostaríamos de um envolvimento maior das autoridades municipais para a inclusão da Educação Ambiental no currículo escolar em todos os níveis de educação, seja formal ou não formal. É preciso um trabalho de longo prazo e contínuo, não apenas iniciativas pontuais. Também precisamos adotar uma visão crítica das questões ambientais, fora da ótica do mercado. A educação ambiental é transversal e passa por todas estas questões”, completou a educadora ambiental.

Essa ação conta com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Texto: Amanda Lelis

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