Diretor-geral do Instituto Mamirauá, Helder Queiroz palestra sobre divulgação científica na Amazônia durante reunião da SBPC

Publicado em: 25 de julho de 2018

Instituto Mamirauá foi o premiado da 38ª edição do Prêmio José Reis, que reconhece divulgação científica feita no Brasil. Premiação foi entregue durante a abertura da 70ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Maceió (AL)

Popularizar a ciência é um desafio e uma necessidade que no Brasil cresce em proporção e urgência. Comunicar as descobertas, os benefícios sociais e como os saberes científicos estão no cotidiano é uma tarefa dos divulgadores de ciência. O Instituto Mamirauá, ganhador do Prêmio José Reis em 2018, foi palestrante na manhã dessa terça-feira (24/07) na 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 

Com o tema “Instituto Mamirauá e a divulgação científica na Amazônia”, o diretor-geral, Helder Queiroz, apresentou um panorama das atividades de divulgação com foco na região amazônica realizadas há vinte anos pela unidade de pesquisa. Localizado no centro do estado do Amazonas, o Instituto Mamirauá está à frente de pesquisas em sociobiodiversidade e ações de incentivo ao manejo de recursos naturais e desenvolvimento sustentável.

Da Amazônia para todo o mundo, o instituto comunica com diversos públicos, de acordo com o pesquisador Helder Queiroz. “Nós temos que dialogar com segmentos muitos diversos da população e para cada um deles a gente tem que construir uma forma diferente de divulgar”, afirmou.

O diretor-geral do Instituto Mamirauá ressaltou que a divulgação é relevante para que “para que as pessoas possam ver a importância da ciência na vida delas”.

Reconhecimento

Criado para homenagear pessoas e organizações que fazem ciência no Brasil, o Prêmio José Reis completou 40 anos em 2018, com organização do Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “O Prêmio José Reis é importante porque sabemos como é difícil divulgar ciência, tecnologia e inovação no Brasil. O CNPq é um conselho nacional e conseguimos identificar os talentos em ciência e inovação, seja em São Paulo ou Amazonas, desde que tenham mérito e relevância para o Brasil, estaremos lá para reconhecer”, disse o diretor do CNPq, Mário Neto Borges.

“Em nosso aniversário de 70 anos, esse é o melhor presente que a SBPC pode ter, um prêmio para uma região que é esquecida pelo Brasil. Reconhecer o trabalho que é feito nessas comunidades tendo ciência e principalmente a utilização da ciência para mudar a vida das pessoas”, destacou a vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Vanderlan Bolzani.

Entrega do prêmio

O Prêmio José Reis foi entregue na noite de domingo (22/07) durante a cerimônia de abertura da 70ª Reunião Anual da SBPC, no Centro Cultural Ruth Cardoso, em Maceió. Na ocasião, o ministro da Educação, Rossieli Soares, parabenizou o Instituto Mamirauá pela premiação e afirmou estar  “muito feliz com o reconhecimento desse instituto que faz um trabalho importante nessa região magnífica que devemos conhecer, apoiar e preservar”.

Instituto Mamirauá na SBPC

O público pode conferir os projetos do Instituto Mamirauá na Amazônia visitando a 70ª Reunião Anual da SBPC, que acontece até sábado (28/07), no campus da UFAL em Maceió. No espaço “Biomas e Climas”, parte pavilhão expositivo ExpoT&C, o Instituto Mamirauá traz um panorama das pesquisas e ações de conservação da biodiversidade, manejo de recursos naturais e melhoria da qualidade vida de populações na Amazônia. A entrada é gratuita.

Texto: João Cunha

 

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