Depois de um ano de empenho, bolsistas de iniciação científica apresentam resultados de suas pesquisas

Publicado em: 19 de julho de 2017

Dois dias para rever um ano inteiro de dedicação e aprendizado. Alguns minutos para apresentar, ao público, os resultados de sua pesquisa e compartilhar um pouco sobre o seu desenvolvimento. Este foi o desafio dos 14 bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do Instituto Mamirauá, que apresentaram suas pesquisas aos técnicos e pesquisadores do Instituto Mamirauá nesta semana, nos dias 17 e 18 de julho. Entre falas emocionadas e sorrisos satisfeitos, os estudantes compartilharam seus desafios e ouviram orientações dos avaliadores na ocasião.

Durante os dois dias, foram apresentados 11 projetos do Pibic Sênior, desenvolvidos por estudantes do ensino superior de Tefé (AM), e 3 projetos do Pibic Júnior, desenvolvidos por estudantes do ensino médio da rede pública de educação do município. O seminário final foi realizado na sede do Instituto em Tefé.

“Uma das coisas mais interessantes neste ano foi observar o desenvolvimento do próprio bolsista nas suas habilidades de pesquisa e também da qualidade dos trabalhos. Estes bolsistas que já estão no Instituto há mais de um ano, que deram continuidade nos seus trabalhos, tanto pelo interesse do orientador quanto pelo desempenho do bolsista, demonstram maturidade, muita segurança na apresentação, bastante domínio e conhecimento do tema, e isso faz bastante diferença na avaliação, é uma qualidade importante”, comentou Maria Cecília Gomes, coordenadora do Pibic Sênior no Instituto Mamirauá - que atua como uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Uma das jovens que deu continuidade em seu projeto de pesquisa por mais tempo como bolsista foi Lucimara dos Santos. Este é o quarto ano que a jovem desenvolve uma pesquisa de iniciação científica no Instituto Mamirauá com a temática da pesca. “A partir daí, vejo o quanto que aprendi aqui no Instituto. Acho que, sem isso, não tinha nem conseguido fazer o meu trabalho de conclusão de curso. Por que eu tive muita dificuldade em relação a ter alguém pra me orientar ou ter tempo pra escrever meu trabalho”, disse a jovem, respondendo uma pergunta durante sua apresentação. 

De acordo com Lucimara, o apoio e incentivo dos seus orientadores contribuiu para o seu desenvolvimento. “Se eu não tivesse passado todo este tempo aqui, eu não conseguiria concluir. Eu vim engatinhando pra cá, penso em tudo o que aprendi nestes quatro anos de estudo. Meu trabalho começou assistindo a pesca com o pescador e agora terminei na territorialidade dos ambientes, como eles conquistaram os seus ambientes. Tem muita coisa, quero buscar essas informações e publicar este trabalho”, completou a estudante.

Ana Claudeíse do Nascimento, que é pesquisadora do Instituto orientou dois bolsistas, um do programa Sênior e um do Júnior.  “Você descobre uma pedra bruta, um diamante, e vai lapidando e vai ter um resultado muito positivo”, comentou sobre a pesquisa do bolsista Kauai Cavalcante, que desenvolveu um projeto de pesquisa sobre  os deslocamentos populacionais da Reserva Amanã para o município de Tefé. Sobre o Pibic Júnior, Claudeíse destaca o desafio de conquistar o jovem da educação básica para uma visão científica. “O orientador tem o papel de despertar nesse aluno o interesse pelas perguntas do trabalho. O compromisso e a responsabilidade com o ensino médio são maiores, por que você tem que trazer ele para essa discussão, é um ofício de descobertas”, disse.

Kauai tem 20 anos e cursa Geografia na Universidade Estadual do Amazonas. “O Pibic é uma grande oportunidade, não só para entrar no mundo científico, mas também para aprimorar nossas habilidades, tanto em construção de texto, como também em palestras. E é uma oportunidade muito grande de estar aqui no Instituto e ver outros trabalhos realizados e conhecer as atividades desenvolvidas aqui e apresentar as nossas”, relatou. 

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