Curso ensina uso de software para sensoriamento remoto

Publicado em:  1 de agosto de 2014

Durante a última semana de julho pesquisadores e técnicos do Instituto Mamirauá participaram do curso Fundamentos do ERDAS Imagine I e II 14.0. As atividades aconteceram na sede do Instituto em Tefé (AM) e foram ministradas por Giovanni Boggione, instrutor do software Erdas Imagine  e Consultor em Projetos de Sensoriamento Remoto e Processamento Digital de Imagens.

O Erdas Imagine é um software usada para realizar processamentos  em imagens adquiridas por sensores remotos, podendo estes estar abordo de plataformas como satélites,aviões entre outros A partir da dectecção in loco de determinados fenômenos e condições, o software permite que seu usuário os projete em um sistema de coordenadas conhecido e realize diversas análises. Trabalhando com estas imagens, o software permite que “de uma informação local, possamos expandi-la para a imagem inteira, para que se entenda fenômenos que acontecem em toda a região, não só na região para a qual ele tinha dados coletados. Esta é a vantagem não só do software mas do sensoriamento remoto”, diz o instrutor.

Mariana Galvão Bueno, pesquisadora que participou do curso, conta que “do ponto de vista epidemiológico, de ocorrência de patógenos e doenças, poder avaliar as mudanças na paisagem, nas imagens, e as características das mesmas é muito importante para prevermos possíveis ocorrências e propormos ações específicas. Como sou veterinária e não tenho muito conhecimento nesta área, o curso foi bem desafiador, mas com o tempo espero poder aprofundar o conhecimento adquirido”.

Concluindo,  Giovanni afirma que “o sensoriamento remoto é exatamente isso: você conseguir expandir as ideias dos fenômenos que estão acontecendo e que você consegue observar em uma escala menor, pode expandir isso para uma escala maior. Você estima que aquilo que está acontecendo naquele pedaço pode estar acontecendo no resto também. É uma relação que se cria entre o que você observa e o que você tem em uma imagem, fazendo todos os cruzamentos possíveis, criando estimativas e hipóteses”.

O curso faz parte das ações do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” –BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Por Vanessa Eyng

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