Curso dissemina tecnologia social para comunidades rurais da Amazônia

Publicado em: 14 de agosto de 2014

Gestores públicos, comunitários e estudantes participam da primeira edição do Curso de Implementação de Tecnologias Sociais, realizado pelo Programa de Qualidade de Vida, do Instituto Mamirauá.  O curso, que ocorre de 11 a 17 de agosto, apresenta nesta edição um primeiro módulo voltado para o abastecimento de água a partir de sistemas com energia solar.

João Paulo Borges Pedro, pesquisador sanitarista do Instituto Mamirauá e um dos ministrantes do curso, conta que “o Programa de Qualidade de Vida decidiu fazer este curso por uma demanda, quando chegou o momento de, depois de quase 15 anos de experiência, divulgar as tecnologias sociais que temos implementado nas reservas Mamirauá e Amanã. Neste curso pretendemos disseminar a tecnologia dos sistemas de abastecimento de água com energia solar, para que ele possa ser adotado como um modelo de abastecimento de água para comunidades rurais, no Amazonas”.

O curso propôs tratar de 6 grandes temas: Tecnologia social na várzea; Saneamento com ênfase no abastecimento de água; Energia solar fotovoltaica; Elaboração de projetos de abastecimento de água; Educação em saúde e Gestão comunitária e pública. Aulas teóricas e práticas são desenvolvidas na sede do Instituto, em Tefé (AM). Uma dessas atividades envolveu a construção básica do sistema de abastecimento. Em seguida, o grupo visitará duas comunidades, uma na reserva Mamirauá e outra na reserva Amanã. As atividades em campo foram pensadas para que os participantes conheçam o sistema em funcionamento e vejam o seu processo de filtragem, que foi desenvolvido especialmente para a melhoria deste. Além disso, é importante que eles conheçam como as comunidades estão fazendo a gestão da tecnologia. É fundamental que estas tecnologias sejam pensadas a partir das necessidades das comunidades, em conjunto com os comunitários.

“Quando vimos o convite já achamos muito interessante, por ser um curso de tecnologia social, um assunto novo para a gente. Escutamos falar da parte tecnológica e da parte social, mas os dois juntos são mais interessantes. A nossa expectativa para participar era grande, porque nós vemos que o nosso município e o interior são muito carentes de abastecimento de água de qualidade. Imaginamos que isso será muito proveitoso, para o nosso conhecimento e também para tentar dividir esse conhecimento com os moradores do nosso município”, conclui Arilton Mendonça, coordenador de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Alvarães. 

Por Vanessa Eyng

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