Comunidades participam de oficinas do projeto Cantinho da Ciência

Publicado em:  5 de outubro de 2016

Como criar, na educação rural ribeirinha, um ambiente interativo e divertido de aprendizado, sem desvincular as aulas do projeto pedagógico proposto? Os educadores ambientais do Instituto Mamirauá e as comunidades Sítio Fortaleza e Barroso estão empenhados em construir práticas educativas com esse objetivo. Entre os dias 21 e 27 de setembro, professores, manejadores e alunos das duas comunidades, localizadas na Reserva Mamirauá, reuniram-se com a equipe do Instituto para oficinas de educação ambiental do projeto Cantinho da Ciência.

De acordo com Claudia dos Santos, que é educadora ambiental no Instituto - unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações -, as atividades propõem uma utilização diferenciada dos espaços das comunidades nas práticas educativas. “A ideia é integrar alunos professores, manejadores e outros comunitários. Sair de dentro da sala de aula e utilizar esses espaços e os recursos disponíveis na própria comunidade”, disse.

Na oficina, os participantes trabalharam quatro temas: água, solo, sementes e folhas. E fizeram experimentos que aproximassem esses assuntos e a realidade da comunidade aos conteúdos tratados nas disciplinas. Participaram cerca de 20 pessoas na comunidade Barroso e cerca de 25 no Sítio Fortaleza.

Cada comunidade possui uma escola com turmas do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. Claudia destaca que a educação rural ainda encontra barreiras e dificuldades que perpassam a formação dos professores, a interferência das questões ambientais (enchente e seca) no calendário escolar e precariedade da infraestrutura, entre outras. “A gente sabe que essas escolas têm muitos problemas como infraestrutura e carência de materiais. A ideia é incentivar o que eles usem nas aulas o que têm de recursos nas próprias comunidades”, comentou a educadora.

A equipe produziu um material de referência que ficou com os professores, com ideias e experimentos para as aulas. Além disso, os educadores ambientais também trabalharam algumas ideias propostas nas cartilhas para alunos e professores sobre os viveiros educativos. O material está disponível para download gratuito no site do Instituto Mamirauá.

Essa ação conta com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Texto: Amanda Lelis

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