Comunidades da Reserva Mamirauá fazem diagnóstico sobre jacarés

Publicado em: 18 de fevereiro de 2012

No último dia 11, o projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert) realizou o primeiro Diagnóstico Rural Participativo de Conhecedores de Jacarés da Reserva Mamirauá. O evento aconteceu na comunidade São Francisco do Boia, do Setor Aranapu, que fica no território do município de Maraã (650 Km a oeste de Manaus). O projeto é desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, com o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental.

O Diagnóstico Rural Participativo é uma metodologia que visa à integração entre os saberes tradicional e científico, por meio do compartilhamento de experiências e conhecimentos. Neste caso, o DRP consistiu em uma reunião temática sobre jacarés, que envolveu pesquisadores do projeto e moradores de 11 comunidades ribeirinhas de três setores da Reserva Mamirauá e uma comunidade da Reserva Amanã.

“Para que possamos desenvolver estratégias de conservação, é necessário compilar informações dos moradores sobre quais espécies de jacarés ocorrem nas áreas de uso das comunidades deles, quais os locais de maior abundância e os locais onde as jacaroas constroem os ninhos”, explica o biólogo Robinson Botero-Arias, pesquisador responsável pelos estudos sobre jacarés no projeto Aquavert.

Durante o encontro, os moradores das comunidades realizaram um mapeamento participativo, baseado no conhecimento das áreas, ilustrando os locais onde eles sabem que há presença de jacarés. Os mapas serão analisados pela equipe do projeto Aquavert, que deverá visitar as áreas indicadas nos próximos cinco meses.

“No que depender de nós, estamos aqui para ajudar a pesquisa, mostrando nosso conhecimento sobre jacarés”, prontificou-se o agente ambiental Joel Cordeiro Medeiros, morador da comunidade Viola.

 

Texto: Augusto Rodrigues

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