Com recursos do Fundo Amazônia, Instituto Mamirauá inicia projeto para redução das emissões por desmatamento e degradação

Publicado em: 18 de setembro de 2013

 O Instituto Mamirauá inicia, esta semana, o projeto “Participação e Sustentabilidade: o uso adequado da biodiversidade e a redução das emissões de carbono nas florestas da Amazônia Central”. O objetivo é reduzir e transformar as práticas que geram desmatamento, degradação ambiental e emissões de gases de efeito estufa dentro das Reservas Mamirauá e Amanã. A proposta tem o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Amazônia, e duração de cinco anos.


 “Serão promovidas atividades econômicas sustentáveis, de informação e sensibilização sobre o uso sustentado dos recursos naturais e ações de monitoramento e proteção ambiental”, disse Auristela Conserva, líder do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá. Estima-se que mais de 13 mil pessoas sejam beneficiadas, direta ou indiretamente, com a iniciativa que é dividida em cinco componentes: pesquisa, manejo florestal comunitário, agropecuário, educação ambiental e proteção ambiental.


Com o componente de pesquisa e monitoramento, informações científicas serão geradas para dar subsídios às ações de manejo florestal, mitigação dos efeitos de mudanças climáticas e recomposição de áreas degradadas. Segundo a pesquisadora, além da função de monitorar o cumprimento das metas de redução do desmatamento, mapas serão gerados e permitirão o aprimoramento das ações da instituição e planejamento por parte das comunidades para as atividades de fiscalização, manejo de solo e de recursos e planejamento das atividades extrativistas.


Já o componente agropecuário, contempla ações voltadas para a promoção (implementação e disseminação) de sistemas agroflorestais, assim como o estímulo da comercialização de produtos oriundos destes sistemas. Espera-se atingir uma redução da taxa anual de desmatamento para fins agrícolas e a melhoria da infraestrutura de produção em comunidades isoladas da Amazônia que buscam uso sustentável do solo.
 

O manejo florestal comunitário tem impacto direto na redução do desmatamento na região, dando oportunidade aos manejadores florestais desenvolverem uma importante atividade econômica. A ideia é transformar práticas de exploração convencional ou predatória em sistemas de produção sustentáveis, minimizando os prejuízos aos recursos madeireiros, promovendo assim a valorização e a conservação dessas florestas.
 

 Para sensibilizar o público alvo, o Instituto Mamirauá vai promover ações de educação e proteção ambiental visando contribuir com a redução de emissões por desmatamento e degradação. “Ao investir na compreensão dos manejadores de conceitos de manejo sustentável do solo e de recursos naturais, aumentaremos a efetividade da adoção e implementação das normas e regras construídas”, argumentou Auristela.
 

 Com a execução do projeto, o Instituto Mamirauá irá capacitar e assessorar multiplicadores agroflorestais, implantar sistemas de energia solar para apoiar o resfriamento e armazenamento de polpas de frutas, realizar inventário florestal e monitoramento populacional, recompor espécies em áreas degradadas, além da experimentação do processo de produção familiar, beneficiamento e comercialização de óleos vegetais. Agentes ambientais voluntários serão capacitados e missões de fiscalização nas Unidades de Conservação serão promovidas. Instituições como Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc-SDS), Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) serão parceiras na execução da proposta. 

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