Com envolvimento de professor e comunitários, viveiro é mantido como espaço de conhecimento

Publicado em: 12 de novembro de 2015

Os alunos da escola da comunidade Sítio Fortaleza, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, já se programam para as atividades complementares com o viveiro de mudas. A ação é parte do projeto Cantinho da Ciência, realizado em parceria com professores das escolas de comunidades ribeirinhas da Reserva e os educadores ambientais do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O viveiro foi construído em março deste ano e teve grande envolvimento do professor da escola, Rosicleudo Martins, e dos comunitários nas atividades de educação ambiental. Com a grande enchente de 2015, as atividades da escola e do viveiro precisaram ser paralisadas por um período. “O professor continuou com a coleta de sementes. Coletou várias sementes de andiroba, por exemplo. O professor manteve as mudas que já estavam no viveiro, protegendo elas da cheia, em cima de uma balsinha construída por ele”, disse Eliane Oliveira, educadora ambiental do Instituto.

A comunidade é formada, atualmente, por 22 famílias, em torno de 150 pessoas. Eliane destaca o empenho dos comunitários com o viveiro, apesar das adversidades. “É uma comunidade que ainda está se recuperando da cheia e, mesmo assim, eles tiveram cuidados. Eles estão bem interessados, é uma comunidade que tem bastante abertura. Além do projeto de educação ambiental, na comunidade também tem Agente Ambiental Voluntário, e eles sempre foram muito envolvidos”, reforçou.

De acordo com a educadora ambiental, o próximo passo será desenvolver um novo plano de ação para as atividades de 2016. Eliane reforça também que a comunidade tem grande interesse em desenvolver o manejo florestal madeireiro e já realizou o inventário da área, para dar início à atividade. Atualmente, o viveiro da comunidade tem mudas de andiroba, louro-inamuí e jitó, espécies florestais madeireiras de importância na região.

 “Os moradores da comunidade já apontam áreas onde gostariam de fazer o reflorestamento. A ideia é usar as mudas do viveiro. Então, quando fizermos o plano de ação, pretendemos verificar essas áreas, mapear as áreas para fazer o plantio e já aproveitar as mudas que estão com tamanho bom, antes que comece a cheia novamente”, disse Eliane.

O projeto

O projeto Cantinho da Ciência propõe a interação entre os moradores da comunidade e os professores, convidando-os para aproveitar o rico ambiente das comunidades como espaço de aprendizado. Os viveiros são espaços educativos onde professores, alunos e manejadores podem agir juntos na construção do conhecimento, com foco na floresta e nas espécies florestais encontradas na região. Aprendendo sobre os ciclos da floresta, a germinação das sementes, entre outros assuntos. Essas ações são financiadas pelo Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES.

Texto: Amanda Lelis

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