Bolsistas do Instituto Mamirauá apresentam resultados parciais de pesquisas

Publicado em: 15 de maio de 2012

Seis bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic Jr.), do Instituto Mamirauá, apresentaram resultados parciais de suas pesquisas para uma comissão avaliadora, no dia 8 de maio, em Tefé (AM). Segundo João Valsecchi, Diretor Técnico Científico, o programa é um instrumento de apoio teórico e metodológico que permite a inserção de estudantes no mundo científico. 

 
 A pesquisadora Marília Sousa explicou que a intenção do seminário é a de avaliar esta etapa inicial do trabalho de cada um dos bolsistas. “O comitê dos avaliadores tem o papel de colaborar para que as pesquisas desenvolvidas possam ser encaminhadas e tragam bons resultados”. Em seguida, a pesquisadora Maria Cecília R. Gomes, do Comitê Pibic Jr., apresentou um breve levantamento dos egressos, lembrando que, desde 2004, o instituto teve 90 bolsistas e seus trabalhos contribuíram para aumentar o conhecimento científico sobre o município de Tefé e das Reservas Mamirauá e Amanã. 
 
Primeiro a se apresentar, Anderlã Pinheiro Magalhães, do Centro Educacional Governador Gilberto Mestrinho, falou sobre a pesquisa “Noções básicas de taxonomia e conservação do material botânico da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá”. A pesquisa trata, dentre outros objetivos, da necessidade de se criar uma coleção botânica na instituição com material coletado na Reserva Mamirauá pelo Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal. 
 
Já a bolsista Murielle Marinho do Nascimento (imagem acima) apresentou o trabalho “Estrutura etária de Alouatta seniculus Linnaeus, 1766 (PRIMATES, ATELIDAE) caçados nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã”. A pesquisa tem como objetivo geral definir a estrutura sexo-etária dos indivíduos do primata, mais conhecido como guariba, caçados nas Reservas Mamirauá e Amanã. 
 
Ainda como resultado parcial, foram contados os crânios dos guaribas da Coleção Mastozoológica do Acervo de Material Biológico do Instituto Mamirauá, que possui 42 crânios desta espécie. Dentre esses, 15 crânios são de fêmeas e 18 são de machos; Nove crânios não estão identificados; Cinco crânios possuem o osso hioide, 21 crânios são da Reserva Mamirauá e 13 crânios são da Reserva Amanã. “A importância desta pesquisa está em ensinar às comunidades, que caçam este primata como fonte de proteína animal e de renda, a diferenciar o sexo dessa espécie. Pois, assim, evitariam a extinção deste tipo de primata”, afirmou Murielle.
 
Texto: Renata Brandão

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