Aulas no Centro Vocacional Tecnológico abordam Sistemas Agroflorestais

Publicado em: 24 de setembro de 2014

A agricultura familiar tem um papel importante para a economia doméstica das comunidades das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, região do Médio Solimões. No mês de setembro, continuando a proposta de trabalhar o tema gerador "Mudanças Climáticas", as aulas do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) - Tenologias Sociais da Amazônia, do Instituto Mamirauá, abordaram o tópico Sistemas Agroflorestais. 

“Nossa equipe fez uma apresentação, falando das experiências que já temos, contando um pouco das práticas que são vivenciadas nas comunidades. Nesse trabalho, buscamos construir um espaço rico para troca de saberes aliando o conhecimento tradicional às técnicas diferenciadas de manejo”, afirmou Samis Vieira, técnico agroflorestal do Instituto Mamirauá.

Além das aulas teóricas, os estudantes fizeram a implantação de uma horta agroflorestal no campus do Instituto Mamirauá. Uma horta agroflorestal possui uma grande diversidade de espécies de hortaliças, leguminosas, medicinais, frutíferas e florestais, com base numa sucessão natural. “Durante as práticas, os estudantes puderam trocar experiências e discutir sobre o papel da matéria orgânica, o uso sustentável do solo e a importância de plantar uma grande diversidade de espécies numa mesma área”, reforçou Samis.

Carlos Gonçalves é da Reserva Mamirauá e aluno do CVT. De acordo com ele, a agricultura é uma atividade importante na região e, por isso, ele já trouxe muito conhecimento para as aulas. “Aqui no CVT aprendemos a prática mesmo e isso é muito bom. Eu já fiz um curso na área de agricultura e hoje já tenho uma proposta de trabalho, se eu focar nessa área mesmo, posso me especializar e passar esse conhecimento para a comunidade”, afirma Carlos.

De acordo com Samis, a horta agroflorestal é uma prática que busca utilizar os recursos do lugar desde do plantio de sementes nativas, até a formação do próprio adubo, aproveitando o que a natureza oferece. “Uma experiência que gostei de aprender foi a forma que eles fazem a plantação usando os restos dos galhos das árvores menores em cima da plantação de mudas. A terra está muito fraca, precisando de adubo e aproveitamos o que já tinha por lá”, reforçou o aluno.

Estas ações fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” –BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Os 28 alunos do primeiro Centro Vocacional Tecnológico do Amazonas, instalado na sede do Instituto Mamirauá em Tefé, participam do curso há seis meses e já tiveram aulas sobre climatologia e aquecimento global, tecnologias sociais, políticas de mitigação ambiental, manejo de agroecossistemas, ecologia florestal, gestão de unidades de conservação, economia, manejo de pesca  entre outros temas. As aulas acontecem de segunda a sexta, no campus do instituto. O curso tem a duração de dois anos e, ao final, os alunos serão certificados como técnicos de Gestão em Tecnologias Sociais.

Por Amanda Lelis

 

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