Atividade aborda conhecimentos sobre a vida de animais aquáticos

Publicado em: 23 de outubro de 2013

Você já parou para pensar como é a vida do peixe-boi, iaçá, boto ou jacaré? Com o título “A vida na água”, pesquisadores do Instituto Mamirauá retrataram histórias desses animais em um teatro de fantoches para os visitantes da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Cada uma das duas apresentações, realizadas na tarde de ontem, dia 23, durou aproximadamente 20 minutos e alcançou um público de mais de 100 estudantes. 
 
Segundo Luzivaldo Júnior, a proposta teve por objetivo levar conhecimentos sobre as espécies para as crianças que estão em fase de desenvolvimento, de forma lúdica e com uma linguagem adaptada aos pequenos estudantes. “Nós gostaríamos de mostrar para esses pequenos estudantes que a caça aconteceu em grande escala e que hoje eles [os animais] estão sofrendo o impacto causado nesse período”. 
 
Durante a apresentação, cada um dos personagens, “dona Iaça”, “dona Jacaroa”, o “Peixe-boi” e o “Boto” falaram sobre as ameaças à conservação das espécies. “Ele [o caçador] quer me matar para fazer isca para pegar piracatinga, um peixe aqui da Amazônia que se alimenta de carne morta”, disse dona Jacaroa. Já a dona Iaça falou dos perigos para os quelônios, mas lembrou: “Ainda bem que tem os moradores das comunidades que ajudam na fiscalização das praias que estão aparecendo”. 
 
Por último, os mamíferos aquáticos, Peixe-boi e Boto, dialogaram e enfatizaram ações que estão ajudando a proteger esses animais. “O pessoal do Instituto Mamirauá recebe os filhotes que estão sem a mãe, para levar ao Centro de Reabilitação, uma espécie de casa para os peixes-boi que ficam sem a mãe. Eles também recebem a ajuda dos comunitários da Reserva Amanã”, disse o cativante Peixe-boi. 
 
A semana       
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia iniciou hoje, em Tefé (AM), e se estende até a sexta-feira, dia 25. Durante todo o dia, cerca de 500 pessoas visitaram a instituição. “Nós atendemos um público muito variado, desde estudantes da Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ou seja, crianças, jovens, adultos e idosos. Eles conheceram sobre a missão institucional, por meio das exposições e palestras realizadas pelos técnicos e pesquisadores do Instituto Mamirauá. Foi muito bonito ver o encantamento no olhar deles, do início ao fim das visitas”, disse Sandro Augusto Regatieri, educador ambiental. 
 
Texto: Eunice Venturi
 

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