Aquavert promove encontro para aumentar envolvimento das comunidades

Publicado em: 28 de junho de 2013

Entre os dias 14 e 16 de junho, os pesquisadores do Projeto Aquavert (que é desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental) reuniram-se com lideranças comunitárias na cidade de Tefé (Amazonas), no Centro Vocacional Irmão Falco. Nomeado Encontro Regional sobre Conservação e Manejo Comunitário de Vertebrados Aquáticos, o evento contou com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Piagaçu (IPI) e Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

Além dos pesquisadores, também participaram representantes de oito Unidades de Conservação (UC): Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, Reserva Extrativista Auatí-Paraná, Floresta Nacional de Tefé, Reserva Extrativista Médio Juruá, Reserva Extrativista Baixo Juruá e Reserva Extrativista Rio Jutaí.

Troca de experiências

Mas por que promover este encontro com a comunidade? "A população é a detentora dos recursos naturais, e são os riberinhos e moradores quem devem promover a conservação do ambiente para garantir seu próprio desenvolvimento", explica Robinson Botero-Arias, pesquisador do Projeto Aquavert. "Nós, pesquisadores, de certa forma estamos apenas de passagem. Portanto as estratégias de conservação devem estar em sintonia com as realidades locais", completa. E o Encontro vem para fortalecer a relação entre o conhecimento local e o cientí­fico. "Usamos as experiências e o conhecimento de vida dos ribeirinhos para fortalecer as estratégias de conservação".

Segundo Arias, os comunitários valorizam o trabalho da pesquisa e são a favor da participação ativa das comunidades na geração de informações. "Estamos em um patamar em que o envolvimento dos moradores transcende o ter muitos animais, e envolve os comunitários em pesquisas participativas para conhecimento, quantificação e qualificação dos animais", avalia. "No encontro, o mais relevante foi o fato dos próprios moradores trocarem informações e compararem as realidades entre as diferentes unidades de conservação".

A partir do Encontro, alguns treinamentos especí­ficos foram agendados. "O ponto forte de todo o evento foi o encaminhamento para que os comunitários sejam treinados em contagem de peixes-boi, além da continuidade dos trabalhos comunitários com jacarés e da proteção de praias de quelônios", comemora o pesquisador. O curso envolvendo peixes-boi deve acontecer nesta seca, nos meses de setembro e outubro, na Reserva Amanã.

Texto: Lilian Wiczneski

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