Alunos do CVT discutem a implementação dos seus projetos de conclusão de curso

Publicado em: 14 de outubro de 2015

Os alunos do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) - Tecnologias Sociais da Amazônia, do Instituto Mamirauá, estão na reta final do curso. Em reunião na sede do Instituto, em Tefé, realizada nos dias 13 e 14 de outubro, os alunos apresentaram alguns resultados da aplicação dos projetos de conclusão de curso em campo. Desde agosto, os estudantes deixaram a sala de aula para implementar na prática os seus projetos nas comunidades ribeirinhas das quais fazem parte.

“Agora é o momento em que eles precisam focar no trabalho de conclusão de curso, faltam dois meses. O trabalho dos estudantes lá na associação ou na comunidade é uma extensão do CVT, um trabalho realizado nas suas bases”, enfatizou o coordenador do CVT, Sandro Augusto Regatieri, durante o encontro.

Na reunião, os estudantes discutiram as facilidades e dificuldades encontradas durante esse período de implementação do projeto, o apoio e envolvimento das comunidades ou associações com o trabalho, e as adaptações que foram necessárias ao projeto ou cronograma, para a aplicação da proposta.

A estudante Denísia de Carvalho comentou que seu projeto teve grande aceitação da comunidade. De acordo com ela, o trabalho foi pensado a partir de uma demanda dos moradores da comunidade São Francisco do Boia, setor Aranapu, localizada na Reserva Mamirauá, para resolver a problemática do saneamento básico, identificada como importante causa de prejuízos à qualidade de vida da população local.

A proposta apresentada pela jovem é de avaliar a viabilidade de um sistema de saneamento básico específico para uma comunidade situada em ambiente de várzea. Durante a reunião, Denísia comentou que um dos desafios foi aliar as atividades de rotina da comunidade com o desenvolvimento do projeto, por estar em período da realização do manejo de pesca.

“A atividade econômica do ribeirinho não é uma só. Ele é manejador florestal, é agricultor, é pescador, é quem constrói sua casa, sua canoa, é artesão. Ele tem várias atividades. Além disso, tem a questão da sazonalidade e do envolvimento com o projeto, que é um desafio, os estudantes não podem perder isso de vista”, ressaltou Sandro.

De acordo com Denísia, a comunidade já traçou novas demandas que gostariam de implementar. “Eles já me pediram ajuda para fazer um flutuante de beneficiamento para o manejo de pirarucu e projetos de energia fotovoltaica, pretendo fazer mais dois projetos no ano que vem”, afirmou.

Todos os alunos do CVT têm os seus projetos de conclusão de curso orientados por pesquisadores e técnicos do Instituto Mamirauá e por técnicos parceiros, como é o caso de analistas do ICMBio. Em dezembro, na sede do Instituto, serão apresentados os resultados finais dos trabalhos para uma banca avaliadora, formada por especialistas nos temas escolhidos pelos jovens.

O Centro Vocacional Tecnológico

Os CVTs são unidades de ensino e de profissionalização, voltadas para a difusão do acesso ao conhecimento científico e tecnológico. O primeiro centro do Amazonas foi inaugurado pelo Instituto Mamirauá em março de 2014, com o intuito de capacitar lideranças visando a sustentabilidade ambiental e econômica das comunidades, contribuindo para empoderamento de jovens da região. 

Texto: Amanda Lelis

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