Agroecossistemas em pauta no Centro Vocacional Tecnológico

Publicado em: 27 de abril de 2018

A agricultura familiar é uma prática muito presente no cotidiano dos moradores das Reserva Mamirauás e Amanã, no Amazonas. Grande parte dos estudantes do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do Instituto Mamirauá são de famílias de agricultores. E para aumentar a sustentabilidade e produtividade das práticas agrícolas na região, a equipe técnica do Programa de Manejo de Agroecossistemas (PMA) do Instituto Mamirauá ministrou aulas teóricas e práticas sobre os sistemas agroflorestais.

De acordo com José Carlos Campanha Júnior, técnico do PMA, o momento é uma oportunidade de disseminar metodologias alternativas para o sistema agrícola. “Como muitos dos estudantes são de famílias de agricultores, é muito importante que eles conheçam novas alternativas para a prática e possam levar esse conhecimento para as suas comunidades”.

Os sistemas agroflorestais (SAF s) são uma das linhas de trabalho do PMA. A atuação do Instituto Mamirauá é no sentido de aperfeiçoar os SAF’s realizados de forma tradicional pelas famílias ribeirinhas das unidades de conservação. “Na parte teórica das aulas nós discutimos as diferenças do sistema biodiverso e do sistema convencional, que é de monocultivo”, afirmou o técnico do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Após as orientações em sala de aula, chegou o momento de colocar as mãos na massa. Ou melhor, na terra. Os 20 estudantes prepararam a área para um sistema agrícola biodiverso. “Nesse sistema nós usamos uma mesma área para plantação de diferentes espécies, sendo elas florestais, frutíferas ou agrícolas. O objetivo é reproduzir os estágios funcionais de uma floresta”, explicou José Carlos.    

Nascido na comunidade de Nogueira, Dalvan Peres, chegou no CVT com curiosidade sobre a atuação do Instituto Mamirauá. O jovem de 21 anos conta que tinha uma visão diferente sobre a produção agrícola. “A gente usava outros métodos para enriquecer o solo, foi muito bom conhecer novas alternativas que irão nos ajudar sem agredir o meio ambiente”, contou o jovem.

Como parte do aprendizado, os jovens produziram uma horta orgânica em uma área do campus do Instituto Mamirauá. O espaço deverá receber os cuidados dos estudantes ao longo do ano. “Uma das características dos sistemas agroflorestais é o acompanhamento diário. A ideia é que eles possam fazer isso, cultivando e observando o que pode ir sendo introduzido no espaço”, afirmou José Carlos”. As atividades do Centro Vocacional Tecnológico do Instituto Mamirauá contam com recursos da Fundação Gordon and Betty Moore.

Texto: Laís Maia

 

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