Agentes fazem proteção ambiental de reservas no Amazonas com apoio do Instituto Mamirauá

Publicado em:  8 de junho de 2017

Você sabe o que é e o que faz um agente ambiental? Essas pessoas cuidam e monitoram o meio ambiente. Quando acontece alguma atividade ilegal e que ameaçe a natureza, ele ou ela avisa as autoridades competentes. Os agentes ambientais também participam da educação ambiental, conversando com a comunidade para partilhar o que sabem e incentivar mais gente a zelar pelo bem-estar de todos.

Em outras palavras, eles fazem a “Proteção Ambiental”, uma das linhas de atuação do projeto Mamirauá: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação, o BioREC. Com financiamento do Fundo Amazônia, o projeto realiza oficinas para formar novos agentes ambientais voluntários e atualizar os conhecimentos de antigos agentes em duas unidades de conservação no estado do Amazonas.

Guardiões da natureza

Os agentes ambientais voluntários (AAVs) agem como os olhos e ouvidos de órgãos ambientais e dos  moradores das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá e Amanã, localizadas a cerca de 600 km de Manaus. Juntas, as duas reservas somam 3.474.000 hectares de biodiversidade amazônica, uma área maior que países inteiros e um desafio gigantesco para a vigilância e o cumprimento das leis ambientais.

Por isso, os cerca de cem AAVs hoje em atividade na região estão alertas para que as florestas, águas e seus habitantes sejam respeitados em Mamirauá e Amanã. A tarefa desses guardiões do meio ambiente pede um preparo que vai muito além de vigiar e conhecer a natureza. Saber e divulgar noções de cidadania e capacidade de mobilização para reivindicar políticas públicas estão entre as habilidades de um AAV.

Protegendo as reservas

No começo de abril, um exemplo da força dos agentes foi vista na capital amazonense. Um grupo da Associação dos Agentes Ambientais Voluntários (AAV) das Mamirauá e Amanã esteve na cidade para dialogar com os órgãos fiscalizadores sobre a falta de segurança nas reservas e atividades como a pesca ilegal do pirarucu. A viagem foi uma das atividades financiadas pelo BioREC.

Ainda esse ano, no mês março, foi realizada uma oficina de  Formação de Agentes Ambientais Voluntários com o envolvimento de 30 pessoas de 20 diferentes comunidades das duas reservas. Mais uma formação desse tipo está prevista para 2017 dentro do cronograma do BioREC. O Instituto Mamirauá apoia essas atividades com a experiência de 17 anos capacitando Agentes Ambientais Voluntários (AAVs).

O BioREC e a Proteção Ambiental

“O papel do agente ambiental não se resume a questões ambientais. Ele faz a educação ambiental, ajuda a resolver conflitos e busca integrar as pessoas para a solução de problemas que as comunidades enfrentam. Tudo isso faz a proteção ambiental”, diz o coordenador do projeto BioREC, Paulo Roberto e Souza.

Para reduzir e transformar práticas que geram conversão florestal desnecessária, degradação ambiental e emissões de gases de efeito estufa, o Instituto Mamirauá desenvolve, desde 2013, o projeto BioREC. O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e tem duração de cinco anos. Assista abaixo ao nosso vídeo sobre os Agentes Ambientais Voluntários e saiba mais sobre essas e outras ações do projeto na Amazônia:

https://youtu.be/ty58OzSBPss

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