Ações de gestão comunitária promovidas pelo Instituto Mamirauá fortalecem lideranças comunitárias

Publicado em: 29 de novembro de 2017

As ações do Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá acontecem dentro de quatro linhas: organização comunitária, proteção ambiental, comunicação comunitária e educação ambiental. Essas linhas foram avaliadas durante o Seminário de Avaliação da Diretoria de Manejo e Desenvolvimento, que teve início ontem (29) e se estende até sexta, dia 1º de dezembro.

No âmbito da comunicação comunitária, é produzido o programa de rádio Ligado no Mamirauá, veiculado semanalmente na Rádio Rural de Tefé. "Em 2017, produzimos 102 programas, com a participação de 75 comunitários, 30 de técnicos, pesquisadores do Instituto Mamirauá e parceiros, entre 68 temas de abordagem e 02 promoções", disse Marco Lopes, técnico de comunicação popular do Instituto Mamirauá.

Já a linha de organização comunitária, que tem por objetivo mobilizar lideranças, prestar assessoria contábil para associações, várias lideranças foram capacitadas, atingiu um público bem amplo. Segundo a técnica Maria Isabel Figueiredo Pereira de Oliveira Martins, foram 138 atendimentos às associações para regularização de documentação e mais de 260 lideranças capacitadas ao longo do ano, de 51 comunidades e 16 setores. "Foram onze oficinas realizadas para atingir esse público", afirmou Maria Isabel Figueiredo Pereira de Oliveira Martins, técnica do programa.

Outra linha de atuação do programa é a proteção ambiental. Em 2017, foi planejado o apoio às oficinas de formação e capacitação de Agentes Ambientais Voluntários; o monitoramento das atividades das equipes dos agentes e a participação em assembleias gerais das reservas ou de setores. "Realizamos duas oficinas para formar agentes ambientais que teve a participação de 84 pessoas e fizemos duas capacitações para os agentes já formados", disse Paulo Roberto e Souza, responsável pela ação que tem o financiamento do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES.

A última linha a se apresentar foi a de educação ambiental. "Para fazer educação ambiental, a gente usa de vários meios: capacitação, oficinas, programas de rádios, eventos. Ao longo do ano, trabalhamos com vários públicos, seja na cidade ou na comunidade", disse Eliane Neves, educadora ambiental do Instituto Mamirauá. Entre as ações, o projeto "Cantinho da Ciência" que tem o objetivo de implementar viveiros educativos. Ações foram promovidas nas comunidades Manacabi, Jarauá e Boa Esperança.

No âmbito do projeto BioREC, a equipe também desenvolve materiais didáticos. "A ideia desses materiais é trabalhar com as comunidades e divulgar nos eventos que a gente participa. Foi o caso da maquete "A casa", que é uma espécie de game em que a pessoa interage com o material. Nós também fizemos jogos educativos que estão disponíveis para download no Google Play do Instituto Mamirauá", avaliou o educador ambiental Claudioney Guimarães. Outro material educativo feito pelo grupo foram pôsteres, um da várzea e outro da terra firme, que está sendo distribuído principalmente para professores.

Texto: Eunice Venturi

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