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Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã
Texto: Niele Peralta Bezerra
Revisado por Isabel Soares de Sousa

Foto: Luis Claudio Marigo
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A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (RDSA) foi criada pelo decreto estadual n° 19.021 de 1998, para cobrir 2.313.000 ha da região Central do Estado do Amazonas (municípios de Barcelos, Coari, Codajás e Maraã) e está localizada entre as águas pretas do Rio Negro e as águas brancas dos rios Japurá e Solimões. Segundo Ayres (1992), parte da área é constituída por florestas de terra firme, cuja origem remonta à Era Terciária, enquanto que a outra parte é formada por florestas alagadas ou de várzea, que surgiram em períodos mais recentes, o Pleistoceno e o Holoceno. As áreas terciárias são influenciadas pelas águas brancas provenientes dos Andes e pelas águas pretas que se originam na bacia amazônica. Por isso, a fauna inclui elementos pré-andinos, que vivem ao longo do Rio Negro, e elementos mais tipicamente andinos, ao longo do Rio Solimões. A diversidade biológica na área é determinada, principalmente, por essas influências hídricas.
A Reserva vincula a RDS Mamirauá ao Parque Nacional de Jaú, formando assim um corredor ecológico com 5.709.000 ha, a maior área protegida de mata tropical no mundo. Representa uma unidade de conservação de alto valor em termos da sua biodiversidade porque abrange florestas de várzea e terra firme. É habitada por uma população humana de aproximadamente 4.000 pessoas que se mantém do uso dos recursos naturais da área. A administração de Amanã, com base na categoria legal de Reserva de Desenvolvimento Sustentável, permite a residência dessa população local na área e sua participação no manejo sustentável dos recursos naturais. Assim, a criação da RDS Amanã é baseada na idéia de 'conservação integrada ao desenvolvimento', que visa integrar objetivos sociais e ambientais.
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