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Histórico
Após estudos iniciais sobre taxonomia, sistemática, biologia e ecologia de peixes nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no início da década de 1990, os trabalhos foram retomados a partir do ano de 2002, com o apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Essas pesquisas tinham o objetivo de conhecer melhor a ictiofauna de ambas as reservas com ênfase na biologia reprodutiva das seguintes espécies Pterophyllum scalare, Mesonauta insignis, Astronotus ocellatus, Pygocentrus nattereri e Osteoglossum bicirrhosum.
No ano de 2002, o Instituto Mamirauá realizou o projeto de Levantamento da Ictiofauna da RDS Amanã, coordenado pelo pesquisador Michel Catarino, com financiamento do Fundo para Expansão das Pesquisas do Instituto Mamirauá (FEPIM). O total de espécies amostradas nesse estudo foi próximo a 330, revelando a grande riqueza da área. Nos anos de 2003 e 2004, esse mesmo fundo de financiamento apoiou o Levantamento Complementar da Ictiofauna da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
Os estudos prosseguiram nos anos subseqüentes já com o apoio de novos parceiros. No ano de 2005, o Instituto Mamirauá assinou um convênio com a Petrobras para monitorar as cinco espécies de peixes ornamentais mencionadas acima.
Ao final desse mesmo ano, foi firmada uma cooperação entre o Instituto Mamirauá e a Sociedade Zoológica de Londres quando se iniciou o projeto de três anos de duração denominado “Uso Sustentável de Peixes Ornamentais”, financiado pela Darwin Initiative da Inglaterra. Resumidamente, os objetivos estabelecidos inicialmente nesse projeto foram (GERAL) (1) proteger a biodiversidade de peixes ornamentais das RDSs Mamirauá e Amanã; e (ESPECÍFICOS), (1) realizar um estudo da cadeia produtiva para a venda de peixes ornamentais; (2) elaborar um plano de negócios para a venda de peixes ornamentais; (3) realizar estudos complementares de levantamento de espécies; (4) realizar estudos de comunidades de peixes, com ênfase na biologia reprodutiva e ecologia de espécies selecionadas; (5) realizar um levantamento socioeconômico, estabelecendo indicadores para serem monitorados; e (6) capacitar um primeiro grupo de pescadores de peixes ornamentais. Ficou ao encargo do Instituto de Desenvolvimento Mamirauá –IDSM e da Sociedade Civil Mamirauá a realização dos estudos de campo (objetivos 3, 4 e 5), e a ZSL responsável pelos estudo de mercado (objetivos 1 e 2) e ambas instituições responsáveis pela capacitação do primeiro grupo de pescadores (objetivo 6).
Um plano de negócios preliminar, que descreveu a cadeia produtiva do comércio de peixes ornamentais, desde os coletores até os consumidores finais, passando pelos exportadores, quando o produto é destinado para fora do Brasil, enumerou diversas opções, em cada etapa da cadeia, para a comercialização de espécies ornamentais. Esse estudo encontra-se disponível e as formas apontadas foram discutidas, procurando-se priorizar as populações ribeirinhas participantes.
Na RDS Amanã, os estudos socioeconômicos foram iniciados ao final do ano de 2005 e ao longo do ano de 2006, sob a responsabilidade da socióloga Marluce Mendonça sob a coordenação da pesquisadora do IDSM MSc. Isabel S. Sousa. Os resultados servem como ponto de partida para futuros estudos sócio-ambientais na área. Os estudos de campo permitiram, ainda, uma aproximação da equipe de pesquisa de peixes ornamentais com as comunidades residentes, além de divulgar os objetivos e atividades do projeto para os moradores da RDS Amanã.
Os estudos de comunidades de peixes se deu através de coletas bimestrais ao longo de um ciclo sazonal completo. Os trabalhos ficaram sob a responsabilidade do biólogo MSc. Alexandre Hercos, sob a coordenação do Dr. Helder Queiroz. Foram amostrados, sistematicamente, 10 igarapés contribuintes dos lagos Amanã e Urini e um total de 262 espécies coletadas. Dessas, 19 foram inicialmente selecionadas para estudos de biologia reprodutiva e dinâmica de população visando o manejo de ornamentais.
Adicionalmente, os estudos forneceram bases para discussões sobre o manejo dessas espécies, incluindo a elaboração de um plano de manejo para a coleta de peixes ornamentais, e o seminário“BIOLOGIA, CONSERVAÇÃO E MANEJO DE ARUANÃS, Osteoglossum bicirrhosum, NA REGIÃO DO MÉDIO SOLIMÕES”, realizado em Belém em Maio de 2007, onde foi discutido com membros do IBAMA, inclusive, a permissão para exploração sustentável da espécie como ornamental.
Além disso, sob orientação dos pesquisadores e extensionistas do projeto, foi criado um primeiro grupo de pescadores de peixes ornamentais da RDS Amanã, iniciando o processo de criação de uma Associação de Manejadores de Peixes Ornamentais. A criação desse grupo se deu em junho de 2007, na primeira das sete oficinas de capacitação do Projeto de Uso Sustentável de Peixes Ornamentais, especificamente sobre organização e associativismo. Nessa primeira turma estão representadas 07 das 11 comunidades da área de estudo.
 
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